MINHA CARRIE

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No dia 22 de fevereiro de 2004 foi ao ar o último capítulo da série Sex and The City, milhões de fãs apaixonados por CarrieSamanthaMiranda e Charlotte tiveram de se despedir do seu grupo de amigas mais fiéis. Numa série que parece despretensiosa dentro daquele universo de amigas, principalmente no começo, é impressionante imaginar, e mesmo analisando a fundo alguns depoimentos emocionados, que a pouco tempo atrás ela causou tanto alvoroço, pois ela é simples e antes de ser considerada charmosa, não parece que esse era um objetivo desde o inicio, e mesmo assim 'sem querer' esse gênio chamado Michael Patrick King conseguiu revolucionar a televisão com uma das séries mais femeninas de todos os tempos. A maior delas, mesmo o mundo dessas amigas sendo pequeno.
Apesar dos arquétipos das personagens principais, uma feminista, uma patricinha e uma safada; a série conseguiu levar para ficção as verdadeiras mulheres, as suas amigas. A cada episódio entre casos e acasos você consegue perceber uma atitude parecida com a de sua amiga, ou quando melhor ainda, você repara que pensa como a Miranda em relação aos homens: Que nenhum presta! Ou se sente como a Samantha sempre com desejo de transar; ou ainda se identifica com a vontade de Charlotte de se casar. Mas essas 3 amigas tão reais mesmo inventadas, conhecem uma outra mulher que não se encaixa em nenhuma dessas definições acima, ela se chama Carrie Bradshaw. Porque ela é todas mulheres, definições, desejos, vontades, amigas e você, em uma só pessoa. E nunca, jamais se encaixará em perfil algum.
E sendo assim, você se sente Carrie enquanto assiste a série, você quer ter amigas como as dela, você quer ter uma carreira como a dela, ou até sofrer como ela; E essa conexão é bem forte que por mais que esse desejo não seja tão obsessivo e invejoso, a sua busca, a sua vida, pode se assemelhar a dela, em formatos diferentes, em sexos distintos e claro, em cidades totalmente estranhas àquela New York charmosa, com muito movimento, muita moda e muito jazz.
Numa noite fria de ano-novo em Manhattan, Carrie está sozinha em casa porque decidiu não comemorar. Nenhum vestido, festa, ou sorriso forçado iria tirá-la do estado depressivo pós rompimento em que se encontrava. Após tentar ver um filme clássico de romance e ter decidido ir pra cama ao invés de enfrentar a felicidade da mocinha, no meio da primeira noite do ano uma amiga chamada Miranda Hobbes liga. Carrie atende o telefone ainda meio sonolenta e elas trocam as bizarras experiências de se passar uma noite de réveillon sozinhas, Miranda chora no telefone, contida, e embargando a voz diz: Eu estou sozinha. As duas igualmente se consolam e desligam o telefone. Carrie volta a se deitar e passados alguns minutos de reflexão ela se levanta num salto e corre para rua disposta a atravesar a cidade de madrugada para encontrar a amiga no Brooklin, só para dizer a ela que ela nunca vai estar sozinha. Nunca na história da moda, do cinema, ou de qualquer musa considerável, nenhuma personagem conseguiu usar um pijama de forma tão charmosa, elegante, estilosa e fashion. E essa cena [do filme "Sex and The City (2008)"], esse look, resumem da melhor maneira possível o que é o espírito dessa personagem e como ela usa a moda para se expressar e se portar de maneira apropriada e sempre, SEMPRE bem vestida. Uma musa.
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Como Carrie Bradshaw definiria uma musa? Talvez ela dissesse que musa é aquela mulher modelo, o espelho de comportamento e maneiras de viver a vida, uma fonte de inspiração; ou talvez ela definisse que  musa é aquela pessoa que você pretende ser e que certamente você nunca será, ela é uma imagem, um conjunto de coisas boas, um ídolo; ou talvez ela explicasse melhor falando que não existem musas, que o culto à essas mulheres é uma tentativa frustrada, e em casos raros de vitória, uma forma de você se sentir melhor com você mesma, integrando (ou tentando) caracterísiticas internas de outras pessoas para se formar por completo, juntando fragmentos aqui e ali, porque na verdade você quer ser uma musa e nada melhor que ser o melhor de todas as mulheres; Mas no fim tudo era mentira e ela concluiu: 'Não há nada melhor na vida, com exceção de um par de Manolo Blahnik e uma taça de cosmopolitan, do que perceber que não existem musas a se admirar, porque no fim do dia, depois do trabalho e após brigar com o seu Mr. Big, você é a melhor musa de todas. A única que poderia existir.'
Tome sua definição como sua, sua inspiração como pessoal, mas tente ver romanticamente, femininamente, ou de uma forma fashion, que Carrie no fim do dia, depois de todo o trabalho, todo o estresse e toda a briga com Mr. Big à tarde, ela é a melhor musa de todas, a única que poderia existir como ela mesmo disse. A minha Carrie.
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