A liberdade da nova coleção da 'Uma Raquel Davidowicz'


Raquel Davidowicz, estilista da Uma, convidou o artista plástico e estilista Geová Rodriguez, radicado em Nova York há 30 anos, para interferir na coleção do inverno 2015 da marca. Os dois cultivam uma amizade de 10 anos e a estilista não via a hora de abusar desse companheirismo em prol de um trabalho para sua marca. O segundo desfile do primeiro dia de São Paulo Fashion Week apostou na fusão de ideias que resultou em peças com pegada artística e super originais. Raquel convidou escolheu as peças e os materiais que ela queria que fosse usado no trabalho de Geová, e unindo sua técnica de aplicação de contas, spikes, e patchwork com a alfaiataria impecável da Uma

Geová Rodriguez


Com o som da banda Ted Marengos ao vivo - que inclusive o recente álbum é incrível e dá para ouvir todo aqui - a primeira modelo veio com um look todo verde eucalipto e no suéter, um dos trabalhos lindos e detalhados de Geová. Os coletes também vieram nesse primeiro bloco monocromático desse desfile, com tecidos fluídos - sedas, cetins e mousseline - de caimento perfeito que abraçaram o corpo das modelos, as modelagens assimétricas e angular das peças com certeza marcou a coleção. O marfim e o branco apareceu nas camisetas de sarja, nas malhas soltas e nos moletons com gola alta, pontuados e unificados com os trabalhos artesanais nos desenhos de rostos bordados com tule, paetês, tachas, couro e pachtwork característico desse inverno da marca. Raquel brinca com as saias em pepluns, transpasses, desconstrução, o jeans, a assimetria e o tendência mullet. O bloco de cores cinza cimento invade a passarela nos tops e nos bottons que trazem o xadrez frio e delicado com pegada punk nas calças pantalonas e saias de pontas assimétricas e soltas com bastante movimento. O preto contorna o trabalho e marca a tendência da marca para a temporada, os braços de fora. Os macacões surgiram, junto com a sobreposição de calças e saias dando todo o ar despojado característica da mulher da Uma. O laranja entra no fim para esquentar a paleta da coleção e celebra o corpo feminino em looks que revelam o colo e marcam a silhueta despreocupada e artística da mulher do próximo inverno. Ao final essa mesma mulher aposta na identidade e no conforto de peças tradicionais em versões e maneiras de uso renovados e cheios de personalidade e arte.















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